sábado, 8 de maio de 2010

Um não sei o quê de mudança.

O dia em que tudo mudar, e essa música se tornar a minha realidade, aí sim eu vou estar completo ...

Grew up in a small town
And when the rain would fall down
I'd just stare out my window
Dreaming of what could be
And if I'd end up happy
I would pray
Trying hard to reach out
But when I tried to speak out
Felt like no one could hear me
Wanted to belong here
But something felt so wrong here
So I'd pray
I could breakaway

I'll spread my wings and I'll learn how to fly
I'll do what it takes till I touch the sky
Make a wish, take a chance, make a change and breakaway
Out of the darkness and into the sun
But I won't forget all the ones that I love
I'll take a risk, take a chance, make a change and breakaway
...
Wanna feel the warm breeze
Sleep under a palm tree
Feel the rush of the ocean
Get onboard a fast train
Travel on a jetplane
Far away
And breakaway
...
Buildings with a hundred floors
Swinging with revolving doors
Maybe I don't know where they'll take me but
Gotta keep movin on, movin on
Fly away, breakaway
Breakaway

sexta-feira, 7 de maio de 2010

PÓ

Passou o dedo pela cabeceira e mostrou para a garotinha deitada na cama ao lado:
— Olha essa sujeira, minha filha, isso aqui está uma vergonha!
— Mas não fui eu que sujei.
— Foi você sim. Está aqui no seu quarto.
— Mas…
— Nada de “mas”. Ainda hoje você pega um paninho e limpa. Quando eu voltar, quero ver isso aqui brilhando.
A garotinha, ainda deitada na cama, refletiu sobre o pó em cima da cabeceira e sua relação de culpa em relação ao pó. E, quando a mãe voltou, a cabeceira ainda estava toda empoeirada. Ela então cobrou a filha:
— Por que é que a cabeceira continua toda cheia de pó?
Com um ar de saber só de experiências feito, a garotinha respondeu, até com certo desprezo:
— Não adianta limpar. Vai sujar de novo. É pó de gente.

(texto do livro Vem cá que eu te conto,
de Rodrigo Domit e Gisele Pacola)

domingo, 2 de maio de 2010

Alguma lembrança sobre o amor.

"Chegou o fim do fim. Deixo agora aquilo que me deixou por um fio. Talvez seja o medo do caminho desconhecido, talvez seja o cansaço de caminhar, mas meus passos fraquejam agora. E por tanto medo de dar um passo em falso, caminhei pisando sobre meus sentimentos. Sonhando tanto em conseguir o amor dos outros, esqueci de me amar. Vesti mil fantasias, experimentei tantas maquiagens e fiz muita pose, esquecendo de chamar minha própria atenção. E por baixo do meu belo figurino, falhei em conquistar meus próprios olhos, os que me viam nu. Enchi um rio de lágrimas do mundo equanto deixava minha dor sedenta.
Sim, te dei meu coração! Por tanto tempo que esqueci de como ele batia. E por olhar só para você, por você, me esqueci de olhar para o relógio, não vi o tempo passar. Desculpe, mas agora estou atrasado, tenho que correr atrás de mim!
Eu amei, eu chorei, eu traí. Eu menti, eu disse a verdade, engoli. Tudo pelo meu coração, sem saber que ele nem era meu. E acordar pensando em você me fez esquecer de levantar. Acorda só agora em tua cama, pois me lembrei de abrir os olhos. Lembrei de fazer meu café e da ressaca da (longa) noite passada. O meu amor-próprio mandou notícias, disse que vai voltar. Eu preciso de mim agora, e vice-versa; Desculpe, meu amor, mas agora eu serei meu amor. Não esqueça meu telefone, não transforme o amor em ódio. Pensa em mim, que eu também pensarei em mim. Sei que ainda vou te fazer tremer, e vou te custar algumas horas de sono, mas antes estar acordado do que ter um pesadelo. Desculpe por algo que fiz de errado, e adeus. Termino agora a nossa história aprender a escrever a minha."
Algumas palavras do meu fotolog, ditas por um alguém que não sou eu, mas que agora é exatamente tudo o que eu quero dizer neste instante.

domingo, 18 de abril de 2010

Questions between parentheses.

Durante os dois últimos anos, convivi (e convivo) com essa dúvida; isso vale a pena? Sacrificar (?) minha juventude pelo incerto, pelo ‘talvez’, vale a pena!? São essas interrogações que já fizeram moradia em minha cabeça, no departamento faculdade, e de lá se recusam sair. São setecentos dias aproximadamente a que eu me dedico a incerteza. A incerteza de profissão, de vida, de amigos. Um x-tudo, de nada. É complicado trabalhar com incertezas, mais complicado, diria eu, até que trabalhar com os contratos lá do escritório. MUITO, com letra maiúscula, mais complicado, diga-se de passagem. Todo ano. Todo dia. Toda aula. É a mesma pergunta: é isso mesmo!? Apenas gostaria que me respondessem, se isso vai valer a pena, se é realmente isso mesmo, porque daí... cara, daí eu me empenharia ainda mais, sacrificaria o pouco que fica por sacrificar, deixaria tudo, e então sentiria(?) o preenchimento de todo vazio. 
No manual do candidato, aquele que eu comprei lá nos correios – em maio de dois mil e sete; não tinha um parágrafo sequer dizendo, que eu poderia me perder (quem dirá, me achar) dentro do curso, não me disseram (deveria?) que eu teria que lidar com a incerteza, com os medos, com a solidão. E por quê, se isso é uma das coisas na qual mais temos contato quando entramos pra faculdade?! Mais uma pergunta sem resposta pra minha coleção. Não me disseram que eu teria medo, inveja e até uma cobiça pelo destino alheio, não me explicaram que eu iria querer me jogar pela janela do terceiro andar da faculdade, depois de escrever merda na prova, ou de calcular a depreciação da máquina duas vezes. Não me disseram que eu iria querer trocar de vida, assim como quem troca de roupa, tampouco me disseram que eu sentiria medo e que sozinho (no abandono da noite) eu choraria de medo.
Mas medo do quê, eu me pergunto?, de perder cinco anos na faculdade? De apenas deixar algo em troca de outro? Sabe, na mesma hora que eu escrevo essas linhas, eu me sinto tão mesquinho porque, querendo ou não, estou numa faculdade pública, e quantos não gostariam dessa situação!? Me vem à cabeça também um dia (ainda desconhecido) em que eu não vou acreditar que pude escrever tantas drogas por simplesmente estar me sentindo sozinho, ou simplesmente por algo estar dando errado. Não sei, são tantas incertezas agora, que fica até difícil pensar, preciso só de paz para o meu coração, e algumas palavras de apoio. Obrigado.

domingo, 11 de abril de 2010

A real história do patinho feio

Ontem foi o ponto final. Aquela festa, que eu prefiro nem me lembrar, foi o ponto alto da minha teoria: sou um peixe fora d'água nesse lugar.
É tão inexplicável esse turbilhão de emoções que percorrem minhas veias (onde deveria circular algum sangue), que eu fico perdido com as minhas próprias palavras. De ontem pra hoje eu ouvi dezessete vez a música mais antiga que conheço, e em cada vez que eu a ouço sinto uma coisa diferente. É possível acontecer isso, ou sou anormal!? Minha mãe falando aquelas coisas que me deixam constrangido, minha irmã boca aberta, meu pai me enchendo, me estressa! A vontade que tenho nesse instante é sair correndo, sem direção, apenas por correr, e depois cair em algum canto e ali dormir. É difícil as pessoas perceberem que eu sou normal, que tenho meus sonhos e objetivos, e que casar não está nos meus planos?! Já cansei de sofrer, de entregar meu coração para qualquer um pisotea-lo.

"We both know I'm not what you, you need. I hope life treats you kind, and I hope you'll have. All you've dreamed of. And I wished you joy, And happiness. But above all this, I wish you love. I, I will always love you...you!"


É horrível saber que o patinho feio não vai se tornar um cisne lindo, e que encontrará alguém para amar, e ser amado, e sorrir, dormir juntinho, e então quando chegar o dia dos namorados, aniversário ou qualquer dia, presenteá-lo e ver o sorriso mais lindo do mundo. Poder dizer que a ama e que pra sempre quer ficar ao seu lado. Fazer tudo isso é fácil, o difícil na minha história é o final, onde ninguém fica com ninguém. E apenas eu (e mais ninguém) chora.
Desisto antes mesmo de tentar. Não quero mais esperar um final feliz pra minha história, porque não quero o final feliz, quero a história toda, mesmo que isso seja apenas um sonho.

"Eu tinha uma necessidade desesperada, quase mórbida, de ser amado, ainda mais porque eu sentia que era feio, ruim e não tão amável." Edith Piaf .

sábado, 10 de abril de 2010

Others words.

"Na hora certa, a casa aberta, o pijama aberto, a família. A armadilha. [...] Ai, o primeiro copo, o primeiro corpo, o primeiro amor."
Maybe I know somewhere deep in my soul that love never lasts. And we've got to find other ways to make it alone or keep a straight face, and I've always lived like this keeping a comfortable, distance. And up until now I swored to myself, that I'm content with loneliness, because none of it was ever worth the risk.

sábado, 3 de abril de 2010

Alguma anotação sobre o fim de nós.

Há quanto tempo eu não escrevo nada sobre você? Há quanto tempo, não penso mais em você? Meses, semanas, dias, horas... não sei. Não sei nem mais o que éramos, quem dirá a frequência em que penso em você. É engraçado, porque há alguns meses atrás eu não saberia o que seria de mim sem suas palavras, abraços, sua voz e suas falsas promessas. Hoje, meses depois de tê-lo perdido, vejo que não éramos as metades da laranja que achávamos que éramos. Éramos apenas dois solitários em busca de algum carinho, alguma atenção. Éramos dois sonhadores... não somos mais.
Fomos uma vida durante algum tempo. Hoje afirmo: realmente eu te esqueci. Doeu, machucou, demorou, mas eu te esqueci, e agora, depois de ter desperdiçado tantas lágrimas, eu vejo que o tempo sempre cura. É uma cura lenta, vagarosa, desoladora, mas é uma cura, afinal. E como todas as curas, ela só faz bem; restaura. E foi o que essa cura, essa abstinência das suas palavras me fizeram: bem. Demorou mais eu me restaurei, e quem sabe eu não esteja pronto pra outro ataque!? Sem mais palavras...
Sem mais você na minha vida.
And If I let myself go I'm the only one to blame!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Um nada.

Perco meu tempo fazendo coisas sem valor.
Perco sorrisos, lágrimas e abraços de quem mais amo.
Perco tudo que eu nunca tive, mas sobretudo, perco aquilo que sempre quis ter.
Um nada, e um tudo.
Um tudo, sem nada.
Um sorriso, um adeus.
Uma graça, uma lágrima.
Um beijo, um aceno.
Lenços brancos me dizem que acabou.
Terminou o tempo, e nada do que eu quis, consigui.
Terminou o dia, o sol se foi e não me sobrou nada a não ser suspiros.
Destroçou meu coração que já não bate mais.
Deixou um punhal de arrependimentos e incertezas cravado em mim.
Nunca mais.
Nunca mais.
Nunca.
Perdi tudo, e nunca tive nada.

sábado, 27 de março de 2010

The day that I stopped breathing...

Tenho um segredo pra contar pra você, disse-me a voz tristonha no telefone. Gelei!
Imaginei algumas coisas, a maioria sem sentido tratando-se da pessoa que me dizia isso. Tu tu tu tu.
A droga da ligação cai e o suspense pairece, fiquei um pouco angustiado, confesso. Mais uma vez eu disco com mãos trêmulas para aquele número.
"Ah, alô. Quem? Oi Karyne, é o Dudu tudo bem? A kely... ah, esquece tô vendo ela aqui já, [...] tchau!"
Paramos o carro no meio da rua e ali fizemos a maior e talvez a mais emocionante DR (discussão de relacionamento, para os leigos). E nos foi revelado o 'tal' segredo.
E qual era o segredo?
Sua voz estava meio embargada e angustiada, ou alguma coisa nesse sentido. Não sei.
"Vou me mudar para Maringá na segunda-feira."
Foi quase como o terremoto do Haiti, desvastou tudo. Um soco no estômago, um tsunami em pleno deserto. Devo ter mudado de cor umas três vezes, no mínimo. Mas o mais engraçado é que no fundo, no fundo não devastou nada porque eu sabia que mais cedo ou mais tarde isso iria acabar acontecendo, e confesso que metade de mim ficou feliz. A outra, não.
Doeu muito, confesso. Saber que ela vai embora. Mais cara, é o maior sonho que ela está se realizando e como eu posso ficar triste com isso!?
Não há um porque, aliás há sim, mais há um porque que eu não quero entender.
Me veio a cabeça a última vez que eu disse que a distância não iria atrapalhar, que eu superaria - e não superei; mas com você eu sei que vai ser diferente, porque apesar de tudo, nosso amor é de verdade.
Porque eu sei que no final, quem vai sair mais machucado nessa história sou eu. Sou eu quem vai sentir saudades nos finais de semana vago (quando houver, é claro), que vai querer ir na sua casa só pra te olhar e te falar merdas, pra te mostrar aquele olhar tipo cachorro-que-caiu-da-mudança e pedir pra jogar banco imobiliário ou assistir a um filme qualquer (mesmo que você durma bem no meio dele) só pra ter a sua companhia.
É que somos tão imprivisíveis, que é fácil saber o que pensamos.
Tudo dessa forma, e nenhuma forma.
Doeu tanto meu coração saber que você vai passar cinco dias da semana se estar a alguns metros de distância de mim - mesmo que eu não te via durante esse período, mais poxa eu sabia que você estava ali, a alguns passos de mim -. Mas vai passar, é só uma questão de me acostumar com a idéia que ainda está sendo adaptada dentro de mim.
E no final.
Espero ir te visitar nos finais de semana, sair com você e com a sua 'nova família', e continuar tudo de onde paramos (se é que paramos algo. É, não paramos nada!), e dessa forma te ter um pouco mais próxima de mim, porque eu te amo tanto.
E não pense que eu não fiquei feliz com a noticía, porque fiquei sim. Cara, você vai morar sozinha. É tão bom saber que as pessaos que a gente ama realizaram - ou realizam - seus sonhos, você nem imagina o quanto.
Eu te amo, e ponto final. Mesmo a 100 km de mim nada vai mudar, porque o meu amor é muito mais que uma estrada de concreto com um cimento no meio.

sábado, 20 de março de 2010

Anotação mental.

Ontem, descobri que minha melhor amiga vai se mudar, e ficar a 100 km de mim, como acham que eu poderia estar me sentindo? Acertou quem disse péssimo, e quem disse normal, porque eu realmente não sei o que estou sentindo, acho que um misto de felicidade (por ela ter alcançado seus objetivos, ou ao menos parte deles) e de tristeza por tê-la um pouco (?) distante de mim. Anotação? Preciso; - quando estiver em condições - escrever algo sobre isso.