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sábado, 28 de abril de 2012

Sabe quando te dá aquela vontade de escrever, mas as palavras lhe fogem?
É isso que vem acontecendo ultimamente.
Tanta coisa para por no papel virtual e nenhuma palavra que consiga expressá-las.
Enquanto as minhas palavras não aparecem, vou citando algumas que dizem o que sinto.

"Se silêncio com ódio é submissão, silêncio com ternura é concordância."
Fabrício Carpinejar.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sobre ansiedade

Faz quatro anos que eu sonho com esse 04 de fevereiro, e hoje quando o vejo ali pertinho, há cinco passos de mim, meu coração dispara. O inevitável acontece e quanto mais desejo que os dias passem mais eles se arrastam. Sempre o tempo.
O tempo que não faz nada senão seu dever.
O tempo que conduz.
O tempo.
É necessário esperar para viver.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Sobre tudo que aconteceu

Toda vez que o dia 31 de dezembro se aproxima as pessoas começam a escrever sobre o ano que se finda e sobre o que ainda nascerá, afinal as famosas listinhas sempre se vêm juntos com os presentes dentro do saco do Papai Noel. E claro, comigo nunca foi e nem será diferente. Gosto de colocar no papel virtual todas as emoções (ainda que resumidamente) do ano que começa a dar sinais de morte.
Lendo e relendo o que escrevi da última vez, me deparei com uma folha de objetivos em branco e toda uma história começou a passar na cabeça. Há exatos doze meses havia me proposto a viver sem se importar com quais e quantos degraus subir durante o ano. Sem ter metas que obrigatoriamente deveria alcançar ou pelo menos me esforçar para tal. Claro, não posso negar que tinha em mente uma coisa para exercitar: evitar clichês, mas ao longo dos dias percebi que eles são realmente inevitáveis e que as pessoas dão demasiada importância às palavras. Hoje exatamente doze meses após ter me proposto a tal façanha só tenho a agradecer a Deus e me recordar do ano maravilho que dois e onze foi.

Quero compartilhar, por isso, senta que lá vem história...

O ano de 2011 começou com ar tranqüilo de normalidade indicando que o começo, meio e fim seria igual aos que já haviam sido vividos. Claro, exceto pelo fato de ter começado a estudar no primeiro mês do ano e assim, a me estressar logo de cara. E por falar em estudar, que ano mais desgastante. Quem me conhece sabe o quão desesperado e estressado sou, por isso devem imaginar o que foi esse último ano da minha vida acadêmica. É claro, teve toda uma recompensa no final. Foi ano de correria na faculdade, de trabalho de conclusão de curso, de pensamentos negativos e positivos, de ventos prós e contras, de lágrimas e sorrisos.
Foi o ano que eu me formei, que chorei depois da defesa da minha banca nos braços da minha mãe, que sorri quando percebi que estava aprovado, que chorei quando tive que me despedir dos meus amigos no último dia de aula. Foi um ano mágico, eu diria. Óbvio que houve tempos em que tudo que eu mais queria era jogar tudo pra cima e rebater o mundo com a minha falta de paciência, mas passou e conseguir lidar com o turbilhão de sentimentos que assolava meu coração.
Pessoal da faculdade na entrega da monografia
Foi um ano de mudanças no sentido mais literal da palavra. Tudo que eu ansiava desde muito tempo enfim aconteceu, eu mudei. Mas mudei mesmo, de endereço, de empresa, de vida, de pensamentos.
Mudei, amadureci, progredi afinal. E progredi como há tempos não havia progredido.
Em 2011 sai da casa dos meus pais e vim morar em Campo Mourão, adquiri independência financeira e moral. Descobri a liberdade e por vezes desejei não tê-la conhecido. Descobri que estar sozinho na maioria das vezes não é bom e que machuca o coração e a alma, percebi que tinha tudo que nunca mais terei enquanto estava na casa dos meus pais. E agora vejo que depois de tanto reclamar – e lá vamos nós para mais um clichê –, ‘eu era feliz e não sabia’.
Me apaixonei e logo depois me desapaixonei, porque achei que conhecesse as pessoas e suas intenções para com o próximo, mas descobri que a falsidade ainda domina as pessoas. Descobri também que o falso moralismo é adjetivo imprescindível na vida de pessoas que me cercam ou cercavam, não sei.
Tive amores platônicos e percebi que esses não valem a pena, pois tiram seu chão, seu ar, seu coração e sua vida de uma vez só, e isso definitivamente não é legal porque no final das contas você fica sem nada.
Conheci novas pessoas e novos pensamentos, algumas se mostraram tão especiais que de simples conhecidos passaram a ser grandes amigos. Fiz novos colegas, poucos amigos, amizades antigas foram fortalecidas e também não lembradas. Demorei mas percebi que no final das contas a amizade não é uma moeda de troca, que não se deve dar esperando receber, percebi ainda que as pessoas magoam pela sua ausência e também pela presença.
Fiz aniversário e adivinhem, tive três (isso mesmo gente, três!) festas surpresa.
Festa surpresa do pessoal do vôlei
Ganhei os melhores presentes que qualquer pessoa poderia ganhar, mas não ganhei o principal, a presença da minha família. Esse foi o primeiro, em vinte um aniversários que eu não fui acordado de manhã pelo abraço tão caloroso e pelos votos mais sinceros de felicidades da minha mãe. Nunca imaginei que a presença física fizesse tanta falta na vida das pessoas, mas ela infelizmente faz e acho que agora é um pouco tarde pra tentar recuperar algumas coisas. Agora é deixar que o tempo (opa, mais um clichê) se encarregue da dor da saudade nos mais simples gestos do dia a dia que agora só serão vistos nos finais de semana.
Festa surpresa do pessoal da faculdade
E por falar em saudade, ah como esse danadinho de 2011 me deixou assim, cara a cara com a saudade. Foram tantas noites mal dormidas, tantos sonhos e pensamentos que acompanharam as pessoas que eu amo. Saudade mata, mas isso é história pra outro post.
Ao chegar dezembro tudo se findou, bem como o ano por si só, e tudo deu certo. Talvez por que tinha que dar ou por que eu mereci que desse, não sei. O fato é que 2011 termina hoje com um gosto de saudade, de 'fica querido, vai ter bolo!'. No final das contas eu posso anotar naquela mesma folha em branco de doze meses atrás: uma graduação concluída, independência adquirida, uma nova vida, novas pessoas e, sobretudo um novo ‘eu’, novos pensamentos e filosofias.
Hoje, posso afirmar com propriedade: 2011 foi o melhor ano da minha vida!

E o que haverá para 2012? Acho que só o tempo dirá. Quero apenas que saiba querido novo ano, que estarei aqui disposto a viver tudo o que queira que eu viva.

Enfim, 2012 nos vemos em poucas horas e por um bom tempo, que possamos nos dar as mãos e enfrentar tudo que está por vir juntos.

domingo, 13 de março de 2011

A vontade de morar fora do país me visitou novamente.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Another song

Por dias tristes eu tenho passado, aliás, me rastejado.
A única certeza é que dias piores virão, como sempre vem. É inevitável, assim como o sol nascer a toda manhã, pode ser que acorde encoberto, envergonhado, que passe dias sem mostrar o rosto, fantasiado por dias felizes, mas ele está lá e sei que cedo ou tarde ele aparecerá novamente.
Um dia de felicidade.
Cinco dias de medo.
E assim vou vivendo. Ou melhor, sendo vivido pelas músicas que ouço.
Pra não perder o ar, digo, o costume, a do momento:


                                  Sing it out, girl they're gonna kill what tomorrow brings
                                  You've got to make a choice
                                  Sing it out for the ones that'll hate your guts
                                  Sing it for the deaf
                                  Sing it for the blind
                                  Sing about everyone that you left behind
                                  Sing it for the world 
                                  Keep running!
Sing - My Chemical Romance

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Como se eu não pertencesse ao que vivo agora.
Como se eu não estivesse dentro de mim, e apenas vagasse num corpo diferente do que minh'alma realmente pertencia.
Gametas errados.
Sonhos distantes.
Como se eu fosse um alguém que eu não queria ser, que eu detestasse.
Como se apenas eu não fosse eu.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Para nunca mais dois mil e dez.

Há pouco mais de três horas pro final do ano, pensei em algumas coisas sobre o ano que agora se encerra, e me perdi em pensamentos fúteis. Conversando aqui em casa percebi que em 2010 eu não fiz nem um terço da metade de coisas que eu planejei no final do ano anterior ao que termina daqui a algumas horas. Hoje quando acordei pela manhã, uma das primeiras coisas que pensei foi em escrever metas e sonhos a serem realizados em 2011. Pensei em fazer uma lista do que eu gostaria que acontecesse no próximo ano, e depois de muito rascunhar, achei melhor não escrever nada. Todo ano faço uma lista de objetivos a serem alcançados, de sonhos a serem realizados e nunca dá em nada, por isso dessa vez eu resolvi mudar, decidi deixar em branco a página onde eu colocaria sonhos e metas pro mais novo irmão do calendário. Não quero compartilhar com ninguém – nem comigo mesmo – o que eu desejo pra minha vida em 2011.

Meus objetivos para o próximo ano

Mas, em contra partida, resolvi escrever algumas (poucas na realidade) linhas sobre o ano que se encerra há poucos instantes. Li e reli o que eu havia postado há exatos trezentos e sessenta e cinco dias atrás e tudo o que consegui foi um nó na garganta, porque percebi que não consegui realizar nem a metade do que eu havia planejado para esse ano que agora se finda, talvez por falta de ousadia (coisa que nunca tive e que sei que me prejudica substancialmente) ou por falta de oportunidade, tempo, apoio, vontade ou sei lá o quê. Nem mesmo o mais fácil dos desejos eu pude concluir, e é com muito muita angústia no peito que me despeço desse dois mil e dez, sem nem ao menos ter conseguido ler um livro por mês, não ter conseguido tatuar as estrelas que tanto desejei um dia, quem dirá ter conseguido coisas maiores, como ir embora pra Campo Mourão, passar em concursos públicos. Mas devo agradecer, eu sei, pelas – poucas – coisas boas que me aconteceram.
Ao 2010 hoje digo ‘adeus’, sem pena nenhuma. A mim só resta enumerar o que de mais relevante aconteceu nesse (normal) ano que se encerra.

Sorrisos:
·         Primeira habilitação;
·         Mais um ano vencido, e com mérito, na faculdade;

Frustrações:
·         Permanência em casa;
·         Por não ter sido ousado quando eu deveria;
·         Por nem ao menos ter conseguido ser ‘eu’ de verdade;
·        Por ter tido raiva de mim mesmo, quando eu deveria ter sido mais compreensivo com os fatores mundanos.

Ao 2011 apenas quero que saiba que estou aqui, pro que der e vier (leia-se clichê), venha até nós e viva, e quando for embora, por favor, nos dê motivos suficientes para que possamos sentir saudades, e dizer adeus com muita pena.
Ao 2011, um dois mil e ouse.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Sobre pessoas maravilhosas "barra" família

Tudo parecia que ia se concretizar.
Vinte anos. Vinte Natais. Todos iguais.
As mesmas pessoas (com excessão da Heloyse), os mesmos tipos de presentes, os mesmos horários e comidas.
Estava rotineiro.
Até que chegaram, como haviam prometido.
Seria o começo da melhor tarde de Natal dos últimos tempos, e olha que não estou falando do Papai Noel não. Chegaram meus tios e minhas primas de São Paulo "barra" Minas Gerais "barra" futuro NZ. Nossa cara, há quanto tempo eu não as via, tá que a Nanda e meus tios eu vi em meados de setembro, mas a Lela, nossa nem consigo me lembrar quando foi a última vez que eu havia visto e ouvido aquela risada mais gostosa.
Copos de cerveja e um baralho de truco foram nosso maior elo ontem. Juntos Bruno, Tia Graça, Lela e eu jogamos algumas partidas de truco, e eu pra variar não ganhei nenhuma, mesmo quando as duplas foram modificadas, eu levava azar a qualquer pessoa que fosse (seria isso um indicador de sorte no amor!? Não né!). Demos muita risada, conversamos um pouco sobre a viajem da Nanda (que ficou só na coca cola) pra Nova Zelândia em fevereiro do próximo ano, sobre a vida da Lela em Viçosa e como é os dormitórios da universidade onde ela estuda (dormitórios esses que eu fiquei morrendo de vontade de conhecer, leia-se morar!). Rimos da forma como a Heloyse (novata da família) ria das graças da tia Graça, tiramos fotos da Marcela usando o sapatinho da Helô, e por fim jantamos.

 Cerveja e sapatinho de criança combinação perfeita.


 Lela com o sapatinho da Heloyse.

Não sei como descrever o quão bom foi tê-las visto, porque é como se fosse a realização de sei lá, um sonho talvez, porque uma coisa é você manter contado por Msn, Twitter, Facebook e essas coisas tecnológicas todas, outra é você poder tocar, ouvir. Queria que aquela tarde "barra" noite, durasse pra sempre, ou que talvez eu pudesse ir embora junto com eles, da forma como meu pai pediu pra elas me levarem, mas o fato é que eu não pude ir (por enquanto), e fiquei com um super aperto no coração quando tive que dar tchau. Deixá-las ali doeu mais que as mordidas dos borrachudos que nos picavam a todo instante. Foi como dizer adeus e não até logo, porque agora quando será que eu vou poder falar com elas novamente? Elas lá ,longe e eu aqui tão perto do nada. A distância é mesmo sacana, separa pessoas que deveriam estar juntas, porque sim, nós devíamos ser vizinhos de apartamento, de quarto ou qualquer outra coisa que nos deixasse próximos o suficiente pra ouvir risadas, falar merda juntos e tomar aqueles porres que todo estudante universitário deseja de tomar.
Depois de muito rir e sacanear o meu tio, chegou a hora de despedir-se. Dei tchaus aos meus tios que tanto me orgulham por serem determinados e guerreiros (cara a tia Graça tá na terceira pós graduação, tá entendendo!?), ouvi a tia me chamar pra ir pra lá, como em todas as vezes, e eu ter que dizer que dependo de férias do escritório, também como todas as vezes. Dei um até logo pro tio. Me despedi da Nanda desejando uma ótima viajem, e votos de que tudo dará certo, por que vai dar, pra ela na NZ, já que provavelmente não nos veremos mais antes dela embarcar pro outro lado do mundo, e dei tchau pra coisa mais linda e risonha que eu já conheci, vulgo Lela, doeu porque ela levou meu humor e sorriso do Natal embora, já que o que me deixou foi apenas uma lacuna, saudade.
Às vezes é mais díficil dizer tchau do que imaginamos né.
Mas foi tudo muito lindo e legal. Dias como esse ficam na memória da gente pra sempre.
Até breve família ♥

P.S.: Lela, quando a campainha tocar e não estiver esperando ninguém. Você já sabe né?
P.S.²: Amo todos vocês.