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sexta-feira, 4 de maio de 2012

"Pessoas me odeiam ou porquem recusam o meu jeito espalhafatoso ou porque sou teimoso ou porque simplesmente não vão com a minha cara ou porque demorei a responder uma mensagem ou porque não concordaram com uma frase e não ouviram o resto ou porque sou colorado ou porque me conheceram na rua e não me acharam simpático ou porque pinto as unhas ou porque me acham machista ou porque me consideram feminista ou porque me enxergam como romântico ou porque o silêncio cheira a prepotência. A essas pessoas eu gostaria de dizer que vou decepcioná-las de novo. Sou igual a elas, levo uma vida comum, não há nada de diferente e especial."
Capinejar.

sábado, 28 de abril de 2012

Sabe quando te dá aquela vontade de escrever, mas as palavras lhe fogem?
É isso que vem acontecendo ultimamente.
Tanta coisa para por no papel virtual e nenhuma palavra que consiga expressá-las.
Enquanto as minhas palavras não aparecem, vou citando algumas que dizem o que sinto.

"Se silêncio com ódio é submissão, silêncio com ternura é concordância."
Fabrício Carpinejar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pior do que ciúme é a falta de ciúme. A indiferença é uma doença muito mais grave. Alguém que não está aí para o que faz ou não faz, para onde vai e quando volta. De solidão, chega a do ventre que durou nove meses.
Tão cansativa essa mania de ser impessoal no relacionamento, de ser controlado, de procurar terapia para conter a loucura. Loucura é não poder exercer a loucura.
Fabricio Carpinejar

sexta-feira, 22 de abril de 2011

"Todos os pecados, os meus e os seus foram cravados no madeiro, pois Jesus com seu sangue nos lavou. Ele se fez cordeiro e recebeu as dores que nos foram impostas, e na cruz com amor nos libertou. Ele desceu de sua realeza para se fazer sacrifício por nós, se aniquilou e se entregou, e como ovelha muda ao matadouro não murmurou, não reclamou por nada. E decidido pelas nossas vidas, obediente foi até a morte de cruz. Oh! Santa cruz! Bendita cruz!" - Santa Cruz - Arkanjos.

Perdão Senhor, pelos males que causei, pelas coisas que falei, pelo irmão que eu julguei [...]

sábado, 2 de abril de 2011

Porque a indecisão de sentimentos faz morada em mim.

"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem." João Guimarães Rosa.

"Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, não do tamanho que as pessoas me enxergam." Carlos Drummond de Andrade.

"(...) se eu não posso ser, eu fico imaginando (...)" 

“Não existe nada tão comovente - nem mesmo atos de amor ou ódio - como a descoberta de que não se está sozinho.”

sexta-feira, 1 de abril de 2011

"Mas a vida que habita em mim se resume às imagens armazenadas na minha memória. Somente imagens, cenas, filmes, vídeos. Mas é isso a vida, uma sucessão de imagens?" Morde & Assopra.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Sobre os morangos ora mofados

Terminei hoje de ler um livro que há muito tempo eu gostaria de ter lido, mas por falta do produto em mercado e a preguiça do não-conseguir-ler-no-computador-sem-acessar-outras-coisas, não havia tido antes a oportunidade  de tê-lo sequer começado. O fato é que eu o li. Li, reli páginas, histórias, parágrafos e marquei cada linha com a qual eu me identificava. Achei incrível e até desconfiei que ele havia escrito cada frase pra mim, devido ao nível de compatibilidade das frases com o meu eu interior. Diante de tudo o que aconteceu durante os dias em que eu o li, resolvi citar a seguinte parte:
 
"Meus dias são sempre como uma véspera de partida. Movimento-me entre as pontas como quem sabe que daqui a pouco já não vai estar presente. As malas estão prontas, as despedidas foram feitas. Caminhando de um lado para outro na plataforma da estação, só me resta olhar as coisas lerdo e torvo, sem nenhuma emoção, nenhuma vontade de ficar. As janelas abrem para fora, os bancos parecem-se aos bancos e os vasos foram feitos para se colocar flores em seu oco. As coisas todas se parecem a si próprias. Nada modificará o estar das coisas no mundo, e a minha partida ontem, hoje ou amanhã, não mudará coisa alguma. Cada coisa se parece exatamente com cada coisa que ela é. Assim eu próprio, me parecendo a mim mesmo, de um lado para outro, entre cigarros sem sabor, jornais sangrentos e a certeza de que o único fato que poderia deter minha partida seria a tua aceitação deste convite: não queres me ajudar a matá-lo?"


Pode alguém se identificar tanto com um livro assim?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"Uma pessoa olhando para um celular que não toca - não há cena mais idiota. Os celulares foram justamente inventados para que ninguém precise mais ficar aguardando uma ligação ao lado do telefone." Fernanda Young.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sobre livros que se tornam histórias de filmes

Ontem eu assisti o filme 'A última música' e não gostei muito. Talvez porque eu já tivesse lido o livro, que é maravilhoso por sinal, e sabia que o filme não dramatizaria nem a metade do que 'eu' julgava ser importante pro contexto  e entendimento correto da história que o livro contava. Durante o desenrolar da história Steve, interpretado no filme por Greg Kinnear, em uma de suas cartas enviadas à Ronnie (Miley Cyrus) descreve o amor, achei interessante e por isso a transcrevo agora...

"O amor é frágil e as vezes a gente se descuida dele, a gente vai levando e fazendo o que pode, fica torcendo pra que essa coisinha frágil sobreviva contra todos os infortunos."

 Ronnie e Steve

domingo, 7 de novembro de 2010

Que então isso desapareça ...

"O mundo dá voltas, e a gente perdoa até sem querer.
Mas eu quis.
Achava que perdoar e esquecer eram sinônimos.
E agora quero de novo.
Ao menos não são antônimos.
Já chega de dois extremos negativos.
Quanto maior o ódio, foi amor maior.
Te perdoo se te esqueço.
Se te esqueço, te perdoo?
Preciso de algo que seja sinônimo de paz
E seja antônimo de tudo isso que não me deixa aqui, dormir, agora."

Juliana Mendonça.

sábado, 2 de outubro de 2010

Um grande (e real) nota sobre as eleições 2010.

Outro dia eu cheguei da faculdade e tinha uma revista em cima da minha escrivaninha entitulada de 'costura perfeita', deixada por minha mãe, achei graça porque o que contabilidade (curso que eu faço) tem a ver com costura (setor de trabalho da minha mãe), mas mesmo assim abri e vi que tinha uma orelha em uma determinada página, e lá continha um texto de opinião sobre as eleições, achei interessantíssimo e realista, por isso resolvi transcrevê-lo.

 
O que é Política Social e o que é Socialismo

"Linguisticamente esses dois termos parecem ter significado igual, mas são bem diferentes.
Política Social é algo que qualquer governante deve praticar, seja ele de esquerda, de centro ou de direita. Agora, socialismo é coisa só de socialista mesmo. De quem, embora se dizendo defensor, nunca criou um emprego em sua vida, e usa o trabalhador como trampolim para chegar ao poder. Daquelas pessoas que, em nome de uma política social, querem nos pregar um regime socialista.
Vamos dar um exemplo. Alguns acham que o governo Lula é socialista, outros acreditam que não é. Quem está certo? Bem, eu diria que os dois lados têm motivos para divergir, por exemplo, quando o governo distribui Bolsa Família, somente para famílias muito pobres, está praticando uma política social. Mas quando distribui Bolsa Família fartamente, com grande generosidade, para agradar ao eleitor, ele está praticando uma política socialista.
Quando o governo faz assentamento de terras para pobres com vocação agrícola, faz uma política social. Deixar o MST invadir terras produtivas, aterrorizando fazendeiros, já é uma política socialista.
Cumprir e fazer cumprir rigorosamente as leis de nosso país, dando segurança a todos os cidadãos, é praticar uma política social. Pregar a exclusão do judicial para solucionar invasões de propriedades, política socialista.
Se o governo exigisse qualidade e investimentos das operadoras de telefonia e internet, praticaria uma política social. Mas pretendendo criar ele próprio uma gigante estatal de comunicação, para poder controlar os meios de comunicações, e mostrando ele, através de seu partido, uma insistente intenção de amordaçar a imprensa, podemos considerar uma perigosa política socialista.
O nosso governo desafia a nossa inteligência, ora fazendo parecer que é de direita, dando azas, a caciques corruptos de direita, ora mostrando-nos que é de esquerda, dando azas a radicais e ex-guerrilheiros de esquerda, entre eles o MST e a sua própria candidata à sucessão. Mas para mim está cada vez mais claro que a esquerda do nosso país inaugurou uma nova estratégia para conquistar definitivamente o poder, impondo-nos um autêntico socialismo. Para isso está usando métodos democráticos. Exemplo disso é que, para neutralizar consensualmente uma natural oposição da direita, colocou as mais expressivas figuras em sua base de governo.  E para conquistar o povo, como fazer? Bom, este (como o Lula mesmo dizia antigamente), se pega pelo estômago. O governo petista está praticando a popular "Captura dos porcos selvagens". Para quem nunca leu esta parábola, aqui vai para uma rápida leitura:
"Um dia, o professor de Química de um grande colégio, enquanto a turma estava no laboratório, percebeu um jovem que coçava continuamente as costas e se esticava como se elas doessem.
Ao ser questionado, o aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas, pois tinha sido alvejado quando lutava contra os comunistas de seu país, que estavam tentando derrubar o governo e instalar um novo regime, um ´outro mundo possível´.
No meio do relato ele olhou para o professor e perguntou:
- O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?
- Não, respondeu o professor.
Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando diariamente algum milho no chão. Os porcos vêm todo dia comer o milho gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca. Mas só em um lado do lugar onde eles se acostumaram a vir. Quando eles se acostumam com essa cerca e voltam a comer o milho normalmente, você coloca uma segunda cerca no outro lado. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer despreocupadamente. Você continua assim, até colocar a cerca nos quatro lados em volta deles, com uma porta no último lado. Os porcos, que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas, continuam a vir. Você, então, fecha a porteira e captura o grupo todo. E assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro das cercas, mas logo voltam a comer o milho fácil e gratuito. E ficam tão acostumados a ele que esquecem como caçar na floresta por si próprios. E por isso aceitam a servidão.
O jovem, então, disse ao professor que era isso o que ele via acontecer em seu país. O governo ficava empurrando o povo para o comunismo e o socialismo e espalhando o milho gratuito, na forma de propagandas de auxílio de renda, bolsas disso e daquilo, cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, medicina e medicamentos gratuitos, admissão descabida de novos funcionários públicos, etc. Sempre e sempre novas leis. Tudo a custo da perda contínua da liberdade. Migalha a migalha".

Devemos nos lembrar de que não existe esse negócio de almoço grátis e também que não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse.
Finalmente, leitor, se você percebe que toda essa maravilhosa "ajuda" do governo se opõe ao futuro da democracia no Brasil, você vai concordar com o nosso ponto de vista.
Mas se você achar que políticos e ongueiros devem pedir mais poder para tirar liberdade e dinheiro dos outros, para beneficiar "você" ou os "pobres", então, provavelmente, vai discordar e nos chamar de "fascistas". E que Deus os ajude quando trancarem a porteira!
O milho já está sendo colocado faz tempo; as cercas estão sendo colocadas aos poucos, imperceptivelmente. E quando menos se espera. Pronto! Trancam a Porteira!
Precisamos observar que, todos os países do mundo onde já aconteceu "A captura dos porcos selvagens", tiveram um fator em comum: um governante com altíssimo índice de popularidade!
Assim foi com Hitler, Mussolini, Fidel Castro, Ugo Chaves, etc. E para isso acontecer aqui, basta só você não acreditar.
Essas eleições serão decisivas para o futuro político do Brasil. Se o sonho político socialista ainda não aconteceu, certamente não foi por falta de vontade política, mas foi graças à nossa estrutura federativa. Entenda por quê. Nós não temos apenas um governo federal com poderes centralizadores, temos também os governos estaduais; e os governos dos estados mais fortes estiveram até hoje na mão da oposição. Assim, dar uma "chavecada" significaria enfrentar uma arriscada reação desses estados. E se nesta eleição eles não continuarem na mão da oposição, podemos esperar de tudo. O nosso potencial eleitor, ingênuo, não entende isso.
Os eleitores se deixam levar pelas emoções emanadas da farsa dos palanques, e lá quem sabe interpretar melhor leva vantagem. Quem decidirá as eleições, infelizmente, não lê jornais nem este meu ponto de vista. Toca a você, leitor, esclarecê-lo. Faça a sua parte enquanto é tempo."
Por Giuseppe Tropi Somma

Disponível em http://migre.me/1subL

domingo, 15 de agosto de 2010

"Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém." Caio F. Abreu. Jornalista, escritor, dramaturgo.